02/08/2009 - 13h46m

Bitetti Combat relembra grandes confrontos da luta no Maracanãzinho

O Maracanãzinho sempre foi palco de boas lutas de vale-tudo e agora não será diferente.

matériaArley Vilela de AzevedofotosDivulgação

O Ginásio do Maracanãzinho desde sempre é palco de grandes espetáculos do esporte. Desde o último evento de Vale-tudo realizado na cidade Maravilhosa em 1995, não se via um evento grande, com excelentes lutadores e que movimentaria os governos da cidade para divulgar o esporte.

Trata-se da quarta edição do Bitetti Combat, organizado pelo faixa-preta de jiu-jítsu Aumary Bitetti, que trará Ricardo Arona, Rogério Minotouro, Paulo Filho e lutadores estrangeiros como o americano Jeff Monson, Marvin Eastman e muitos outros. Mas como já foi citado, o vale-tudo, ou melhor dizendo, o MMA, já esteve em grande escala na Cidade 40° do país. A história começa em  novembro de 1955 após a primeira derrota da família gracie, sofrida por Hélio Gracie, o desafio entre Carlson Gracie e Waldemar Santana lotou o maior ginásio do Rio, o Maracanãzinho, que ficou lotado com um público de 30 mil pessoas.

O combate para frustração do público ficou sem vencedor, havendo um empate. Em 1984 um desafio lançado por Molina junto de Marco Ruas e Eugênio Tadeu ao Róbson Gracie que imediatamente levou o desafio proposto a Carlson, deu início a uma das grandes rivalidades das lutas. No episódio, Fernando Pinduka e Marcelo Behring se ofereceram para representar a academia Gracie, Pinduka, então com 31 anos, encarou nada menos que Marco Ruas, jovem lutador no começo da carreira, com apenas 23 anos deu trabalho ao representante do jiu-jitsu.

Numa luta muito parelha, acabou no empate, já na luta de Marcelo Behring contra Flávio Molina, melhor para o faixa-preta de jiu-jitsu, que venceu Molina com socos da montada, gerando então a famosa irvalidade entre a arte suave e a luta livre e marcando o começo do Vale-tudo no Rio de Janeiro, com direito ao Maracanãzinho lotado.

Em um segundo momento da história do esporte no Maracanãzinho, destacamos Rickson Gracie, que para acabar com fofocas relacionadas as modalidade, entra no Clube de Regatas Boqueirão do Passeio, na época, academia de Brunocilla, e desafia Hugo Duarte, Denílson Maia e Marco Ruas, os três aceitam o desafio mas pedem três meses para se preparem. Mais tarde em 1991, as brigas na praia e nas academias por parte de Rickson e Hugo, geram um grande evento onde cada modalidade tinha cinco atletas e os combates eram divididos em dois rounds de quinze minutos cada.

O confronto foi televisionado pela Rede Globo e mais uma vez o Maracanãzinho recebeu um evento de luta, com o jiu-jitsu saindo vencedor do confronto po 3x0 e Wallid Ismail, Amaury Bitetti, que não chegou a lutar devido a um problema sério no figado, Fábio Gurgel, Marcelo Begring, que também não lutou por consequência de uma inflamação no cotovelo direito e Murilo Bustamante ficaram satisfeitos com suas apresentações.

Por outro lado, a galera da Luta Livre representada por Eugênio Tadeu, Marco Ruas, que já não ia lutar contra Bitetti, foi convidado para um evento em Manaus, Denílson Maia, Hugo Duarte, teve sua luta adiada contra Behring vence por W.O e Marcelo Mendes, derrotado por Bustamante ficaram desapontados.

Mais tarde as versões do Bitetti Combat se transformariam em um dos maiores eventos de Vale-tudo no Brasil. A terceira edição chamada de O retorno foi marcada por uma vitória emocionante de Paulão Filho, com a mão lesionada venceu Silmar Rodrigo em Natal e foi divulgado pela TV Globo local. Outra luta do Bitetti Combat 3 que esquentou o octógono na época, não foi masculina, e sim, uma luta entre meninas, mostrarando que mulher também sabe bater.

A luta entre a campeã mundial de jiu-jitsu Michelli Tavares e a campeã cearense de Muay Thai Mayara Carneiro, foi considerada a melhor da noite, em um combate que puxões de cabelo e unhadas deram lugar a socos fortes e chutes para nenhum marmanjo biotar defeito. A vitória veio para a representante do Jiu-jitsu Michelli, que encaixou um justo katagatami e finalizou Mayara aos 2min55s do primeiro round.

Uma vez contada a história do Vale-tudo no Maracanãzinho e do Bitetti Combat, chegamos a quarta edição do evento, que será mais um marco para o esporte no Brasil e no Rio de Janeiro. Com um card de tirar o fôlego, Ricardo Arona, Rogério Minotouro, Pedro Rizzo entre outros brasileiros, vão encarar duros desafios contra outros participantes locais e estrangeiros.

O Bitetti Combat volta com força total, com o apoio do Governo do estado e do Ministério do Esporte e com a transmissão ao vivo da Rede TV, um sinal que o MMA está bem próximo de acabar com a imagem de violência que infelizmente ainda é passada para o público. Em setembro o Maracanãzinho vai ser mais uma vez palco para grandes duelos, que mostram um esporte em crescimento e sem dúvidas nenhuma um grande evento vem por aí.

Shopping
Revista FaixaPreta