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Ana Maria Quero ser a melhor lutadora do mundo e um dia, com certeza, lutarei com a Kyra Gracie e vou ganhar. |
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Ana Maria por: Marucha Daniotti - foto: Estudio Fabiano
"Quero ser a melhor lutadora do mundo e um dia, com certeza, lutarei com a Kyra Gracie e vou ganhar. Acredito que tudo tem a hora certa para acontecer e o importante é que eu esteja preparada quando o momento chegar"
Ana Maria Gomes Soares, 28 anos, única lutadora profissional, da Brazilian Top Team, faixa roxa de jiu- jitsu, há seis anos, entrou para o vale-tudo há dois (sua estréia foi no Minotauro Fight). Ana, que tem uma filha, de três anos, chamada Rayra (que em tupi guarani significa "guerreira da paz"), não esconde a paixão pelas artes marciais e para ir atrás de seus objetivos, não mede esforços. Sua meta é seguir carreira na profissão, calgando passo a passo.
Natural de Barreiras, interior da Bahia, ela tem duas irmãs mais velhas e um pai e uma mãe que a apóiam incondicionalmente. "Hoje em dia, tenho uma mãetrocínio, que me ajuda financeiramente no que for possível. Apesar do susto ter sido grande quando larguei a faculdade de bio-medicina (medicina relacionada à análises clínicas) para ser lutadora de vale -tudo e vir, sozinha, para o Rio de Janeiro, meus pais sempre estiveram ao meu lado, me apoiando.Por isso, busco forças na minha família, que é maravilhosa", afirmou Ana.
Muito bonita; com corpo de dar inveja (1,68 de altura e 63 quilos), todo sarado, ela treina seis horas diárias , o que inclui treinos de submission e wrestling e ainda faz musculação. Essa vontade de lutar começou, aos 21 anos, quando entrou para a capoeira. "Comecei a assistir aos treinos de jiu-jitsu e ficava louca para participar; foi amor a primeira vista. À noite, eu fazia a faculdade, mas acabei trancando pois os treinos, mais fortes, eram nesse horário e eu não me contentava em treinar somente pela manhã ou na parte da tarde". Essas trancinhas, como mostra a foto ao lado, são sua marca registrada. Ela treina e luta com o cabelo amarrado, com meia calça cortada. Em sua opinião, essa é a melhor maneira de prender o cabelo para que ele não atrapalhe em seus movimentos. "Vou me concentrando e amarrando meu cabelo até as pontas, tem vezes até que fecho os olhos, é uma terapia!".
Certamente, gana não lhe falta. Em três meses de jiu-jitsu, ela já estava competindo e foi capaz de ter a certeza de que era isso que queria na vida. "Quando vestí um kimono pela primeira vez, sentí um prazer muito grande e isso ainda acontece". A atleta considera-se uma felizarda por fazer o que faz e afirma, com muita convicção, que não tem tempo ruim para treinar. Segundo ela, chegar à exaustão faz parte e ter dias de só conseguir mexer os olhos também.
" Gosto de lutar vale-tudo, mas minha essência é o jiu-jitsu".
"A minha dieta é não comer lixo, ou seja, coisas que não servem pra nada".
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